"Quando você se
trabalha com Mantras e muda de uma bolha de existência repleta de
problemas para uma outra muito melhor, em determinado momento é como
se o Universo lhe perguntasse: Mas Seu Fulano, porque que o senhor
sempre quis que eu lhe tratasse tão mal? E ai como é que vai
explicar para ele que o grande culpado desta novela dolorida foi o
nome que seus pais lhe deram?"
Gilson Chveid Oen
Olhei bem lá fora
a velocidade do tempo
e me
senti vindo embora de onde não lembro.
Olhei
para as luas e no céu só vi uma.
Perguntei
aos telhados se assim era em Bruma,
a cidade
do encanto, da raiz da magia.
Que
mostrava aos humanos sua alma vazia.
Formada
por pedaços de um bolo solado
retratos
de um dia ofegante, suado e cansado.
Fabricados
numa cozinha onde as intenções sucumbiam aos fatos.
Num mundo
de sábios idiotas convencidos do seu talento,
obtido
com títulos e diplomas carimbados com “sou lento”.
Uma
besta exemplar, forjada para fracassar, sorrir e chorar.
Pensei
quão bem vinda seria uma gota de chuva tinto
verdadeira e macia,
nas
vozes de uma cidade vazia, de gente de gesso.
Virada
ao avesso e sem timbre de encanto, só compromissos com os espetos.
Espetos?
Sim os espinhos de um poeta sem vinho.
Que
só bebe cachaça num banco de praça.
Me
perguntei da ladeira. Mas que ladeira?
Um flash
de Alzheimer?
ou um
crash na banheira.
Cai fora
Deodora!!!
Mas e a
poesia? Que coerência haveria
falar
destas coisas no final de um dia?
Somente
um rascunho perfeito de um poeta sem jeito.
Gilson
Chveid Oen
Numerologia Científica e Engenharia Dimensional
Obs: Esta é uma poesia de
transformação e eu a criei para ser
lida com a música Time Alone sendo executada ao fundo. Nesta página coloquei,
como música de fundo,
um excelente arranjo dela feito e interpretado pela Eliane Elias.